CLÍNICO

MELASMA

O Melasma se caracteriza por manchas escuras na pele,  geralmente na face, mas também pode ocorrer no colo, nos braços e pescoço.

Afeta mais frequentemente as mulheres -90% dos casos, podendo ser vista também nos homens.

Não há uma causa definida, mas muitas vezes esta condição está relacionada ao uso de anticoncepcionais femininos, à gravidez e principalmente à exposição solar.

O fator desencadeante é a exposição  à luz Ultravioleta e mesmo à luz visível. Além dos fatores hormonais e da exposição aos raios solares, a predisposição genética e  histórico familiar também influencia no surgimento desta condição.

Tipos e classificação do Melasma

Classificamos os melasmas em relação à profundidade do depósito do pigmento.

  • Melasma epidérmico: Quando há depósito de pigmento (melanina) na epiderme (camada mais superficial da pele). 80% dos casos, sai com os tratamentos convencionais, mais ou menos facilmente.

  • Melasma dérmico: Caracterizado pelo depósito de pigmento (melanina) na camada da pele chamada derme, mais profundo. 5% dos casos. São os melasmas de difícil tratamento e controle.

  • Melasma Misto: Depósito de um excesso de melanina na epiderme  e na derme. 15% dos melasmas. Respondem parcialmente ao tratamento, e quando removemos o pigmento da epiderme, resta o dérmico, que raramente responde ao tratamento.

Classificamos os melasmas em relação à localização do depósito do pigmento na face. Pode ser melasma:

  • melasma malar (maçãs do rosto),

  • centrofacial (testa, bochechas, acima do lábio, nariz e queixo) e

  • mandibular, conforme a região em que aparece.

 

CLÍNICA E SINTOMAS DO MELASMA

Aparecimento de manchas escuras ou acastanhadas na face, principalmente nas maçãs do rosto, testa, nariz, lábio superior (o chamado “buço) e nas têmporas, lateral dos braços e colo. As manchas têm formatos irregulares e bem definidas, geralmente simétricas (iguais nos dois lados). Muitas vezes as pessoas relacionam o surgimento da mancha ao uso de algum creme, um procedimento de depilação com cera, acidentes domésticos com calor ou forno, mas todas essas possibilidades são apenas “mitos”, não comprovados cientificamente.

 

TRATAMENTO DO MELASMA

O dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar o melasma.

Mas você deve saber que MELASMA NÃO TEM CURA.  TEM CONTROLE.

Alguns somem espontaneamente ou com o tratamento, mas outros persistem, apesar de tudo que a dermatologia moderna dispõe.

Os tratamentos variam, mas sempre passam por intensa  proteção contra os raios ultravioleta, a luz visível, o uso de medicamentos tópicos e orais (novidade) e procedimentos para o clareamento. É importante entender que o tratamento do melasma sempre prevê um conjunto de medidas para clarear, estabilizar e impedir que o pigmento volte. Um ciclo contínuo, por parte do paciente.

Fotoproteção – Proteção solar

O ponto de partida para que o tratamento é a correta proteção contra os raios solares. Aplicar um filtro solar potente, físico e químico, com FPS mínimo de 30 nas regiões expostas do corpo é  medida essencial. Filtros com proteções contra os raios ultravioleta A (UVA) e ultravioleta B (UVB), e se possível com proteção também à luz visível e infravermelho. O conceito e conhecimento  atual do tratamento de melasma considera que o uso de filtros ajuda a estabilizar os benefícios obtidos com o conjunto de medidas descritas abaixo.

Medicamentos tópicos, cremes para tratamento do melasma

No tratamento do melasma, cremes médicos clareadores podem ser utilizados. Não cosméticos, comprados sem receita, mas clareadores médicos. Os mais usados são a base de hidroquinona, ácido retinóico, nicotinamida, ácidos kójico, fítico e o azeláico. Ás vezes,  resultados demoram até dois meses para começar a aparecer. Cremes não funcionam para todos os pacientes. Melasma dérmico responde pouco. Mesmo com resultados rápidos , o tempo necessário para estabilizar a condição e impedir que mínimas exposições façam retornar o pigmento pode ser de muitos meses ou anos. Assim o conceito principal é que pacientes com melasma necessitam tratamento e acompanhamento dermatológico constante.

Peelings de ácidos 

O peeling pode clarear o melasma mais rápido e mais forte que com o uso dos cremes. Existem diversos tipos de peelings: alguns mais superficiais, epidérmicos (mais seguro) e outro mais profundos . O dermatologista experiente pode selecionar, entre dezenas de peelings pesquisados e conhecidos, quais ajudam mais o paciente em questão, dependendo do tipo de pele. Os peelings ajudam no tratamento das manchas, rugas finas, poros, oleosidade e qualidade geral da pele.

Lasers e Luz Intensa Pulsada

Há algumas formas de energia luminosa que podem ajudar no tratamento do  melasma. Alguns lasers podem piorar o melasma, devem ser usados com cuidado para não causar mais pigmentação, motivo pelo qual deve ser realizado por um dermatologista treinado e habituado às fontes de energia luminosa,e aos lasers do mercado brasileiro. Normalmente são usados lasers de NDYag 1064nm, pulso ultra curto, chamados de Q-switched lasers. Também fazem parte do arsenal, com cuidado, a associação da Luz pulsada aos Q-switched, os lasers fracos fracionados ablativos e nao ablativos.

Microagulhamento ou dermaroller - O tratamento é feito com um aparelho com pequenas agulhas, que promove microperfurações na pele, gerando um processo inflamatório. Quando a pele tenta se regenerar, acaba estimulando as células responsáveis pela produção de colágeno. No caso do melasma, a melhora acontece quando associamos o uma medicação que penetra na pele (drug delivery) e promove o clareamento.

Medicamentos orais para o melasma - Alguns antioxidantes específicos passaram a ser usadas coadjuvantes no tratamento do melasma.