CAPILAR

ALOPECIA SENIL

CABELO TAMBEM ENVELHECE

 

Com o passar do tempo envelhecemos inexoravelmente, através de dois caminhos, quais sejam o chamado envelhecimento cronológico, pela idade e também o envelhecimento pelo sol, o fotoenvelhecimento.

Os trabalhos mais atuais demonstram que o cabelo envelhece, a chamada Alopecia Senescente ou Alopecia Senil, onde o cabelo apresenta alterações como: afinamento, rarefação e cabelo branco.

Assim como a pele, a oxidação é responsável pelo envelhecimento e embranquecimento do cabelo. Oxidação é o processo de formação de radicais livres que podem acumular e agredir as estruturas e células do cabelo. E com o passar do tempo vamos sendo agredidos pelo sol, pelo fumo, por poluentes, entre outros. Sendo assim, a oxidação tende a aumentar. Porém, com a idade nosso sistema de defesa tende a ficar menos competente e não consegue mais neutralizar as agressões com nosso sistema natural antioxidante. Então o circuito fecha. Mais oxidação e menos capacidade de neutralização e, sendo assim, o cabelo vai diminuindo, ficando branco, afinando, ou seja, envelhecendo.

Os fatores principais que levam ao envelhecimento capilar são: radiação ultravioleta, fumo ativo e passivo, poluentes, químicas capilares, algumas medicações, deficiências nutricionais e também o estresse.

Outro fator agravante para as mulheres é a perda do estrógeno na época da menopausa.  O estrógeno é um hormônio positivo e estimulante para o cabelo e sua ausência também favorece o afinamento e embranquecimento do fio. Na menopausa, as células da raiz do pelo reduzem sua taxa de multiplicação, resultando em menor quantidade de células compondo o cabelo (ou seja, fio mais fino) e no encurtamento da fase de crescimento capilar. Além disso, algumas raízes capilares param de produzir a haste capilar, gerando uma redução de 20% no total de fios no couro cabeludo. 

Como há essa queda nos níveis dos hormônios femininos, os hormônios masculinos (andrógenos) tornam-se mais dominantes. Em mulheres geneticamente suscetíveis, os folículos capilares podem se tornar sensíveis a uma forma de testosterona chamada di-hidrotestosterona (DHT), e os níveis de uma enzima chamada 5-alfa-redutase podem aumentar. O problema é que isso pode propiciar (ou piorar) a queda capilar, já que os cabelos sofrerão um processo de afinamento progressivo e rarefação, típicos da alopecia androgenetica (calvície).

TRATAMENTO

Como o envelhecimento capilar é um processo contínuo e irreversível, o tratamento usa de estratégias para minimizar seu efeito, de modo semelhante ao que é feito com o envelhecimento da pele.

No caso da melhora da qualidade dos fios é indicada a reposição dos nutrientes perdidos nos fios de cabelo abusando da umectação com óleos vegetais como os de coco e argan e nutrição capilar com boas máscaras e terapia capilar. O uso de tinturas ricas em agentes condicionantes e com menor percentual de amônia e intervalos maiores nos processos de descoloração são boas estratégias para reduzir o impacto das químicas nessas hastes fragilizadas.

Os complexos vitamínicos, como metionina e cisteína, além do complexo B podem ajudar no crescimento e na prevenção do envelhecimento capilar.

Para promover o engrossamento dos fios, aumentar a densidade capilar e auxiliar no crescimento, os tratamentos incluem loções de uso domiciliar (como minoxidil e outras substâncias) e tratamentos com substâncias injetadas no couro cabeludo que promovem a ativação da raiz dos cabelos, além do uso de Laser Capilar  – Low Light Level Therapy (Terapia de Luz com Baixa Potência).

Fonte: https://denisesteiner.com.br/cabelo-tambem-envelhece-2/ (adaptado)

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